Na contramão da eficácia

É muito importante para um profissional especializado procurar manter-se atualizado em relação às tendências de ordem geral que surgem em torno da área em que atua. Isso é importante não só para antecipar-se na busca de novos conhecimentos como muito especialmente para ser capaz de dar respostas a outros profissionais e mesmo à direção da organização em que atua, quando solicitado. Um parecer equivocado pode trazer grandes problemas e perdas futuras.

Para que isso se torne realidade é essencial que o bom profissional conheça e analise informações que chegam de uma série de fontes, sejam elas de outros países, já que podem indicar tendências de novas regras e práticas a serem adotadas em breve por aqui, como prioritariamente as informações que surgem no nosso País e que provavelmente logo farão parte de nossa realidade e do dia-a-dia das organizações.

Muito mais do que apenas conhecer, cabe ao bom profissional interpretar cada uma dessas informações a partir da sua realidade e buscar debatê-las com outros especialistas. Nem toda tendência que aponta para a facilidade ou mesmo para a suposta eliminação de um problema traz em si a real solução ou, pior ainda, pode ser a causa de um problema
maior logo adiante.

Digo isso porque vejo com grande preocupação a proliferação de treinamentos online para a área de Segurança do Trabalho. Não sou contra a modernidade e tenho certeza absoluta que esse tipo de treinamento tem seu lugar e utilidade em nossa área, no entanto preocupa-me ver que a decisão quanto ao tipo de treinamento presencial ou não tem sido feita a partir da comodidade e não da realidade de cada organização. Vejam que estamos falando de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, algo que diz respeito à vida humana e que não pode ser tratado como mera formalidade ou apenas para cumprir a legislação.

RESPONSABILIDADE

É preciso que de fato se faça uma prévia análise sobre essa questão e que todos aqueles que estão envolvidos sejam chamados a uma atuação responsável, tanto os que atuam dentro das organizações como todos aqueles que atuam no controle social do assunto.

Isso ocorre justamente no momento histórico em que nosso Governo começa a fechar o cerco em torno da farsa da prevenção deixando de lado a aceitação dos modelos super produzidos para a prevenção e atuando na análise e cobrança dos resultados. Essa atitude aponta na direção da eficácia, um passo adiante do que conhecemos hoje na maioria das organizações quando o assunto é prevenção. Para chegarmos a esse ponto um dos caminhos com certeza é a preparação das pessoas, muitas delas sem qualquer noção sobre o que de fato é a prevenção, outras habituadas e mantidas dentro da ideia da prevenção falada e sem qualquer coerência.

Alguém vai ter que dizer e convencer essas pessoas que os tempos mudaram e que o brincar de fazer vai custar caro demais. Eu não creio que esse alguém seja algo como uma tela de computador.

NECESSIDADES

Também é importante lembrar que vivemos no Brasil e que há por aqui uma realidade que precisa ser levada em conta quanto à necessidade de treinamentos que considerem a cultura de nossa gente, especialmente para os que acham que vivem em um país onde tudo tem a cor que eles gostam de ver. No Brasil, boa parte dos trabalhadores tem dificuldades para a assimilação de alguns conhecimentos.

Qualquer profissional que atua em treinamento sabe que essa é a nossa realidade. Isso sem falar no hábito de burlar, pois se em cursos presenciais os instrutores, quando externos, cobram a presença das chefias que fogem dos treinamentos da prevenção, o que será feito para garantir que não estejam ali à frente do computador comandados fazendo o curso pelo chefe em um treinamento que, segundo a legislação, é obrigatório?

O melhor de tudo isso talvez venha no dia em que precisarmos evidenciar esse mesmo treinamento e, assim como hoje, surgirem assinaturas em folhas de presença de pessoas que diversas testemunhas afirmam que não sabiam ler
nem escrever. Quem será responsabilizado?

Acho importante o uso da informática para essa finalidade e tantas outras e sonho que um dia todos teremos condições de usá-la. Vejo que neste momento há muito espaço para que treinamentos para a gestão, por exemplo, usem esse meio, mas a experiência me faz crer que os treinamentos de caráter obrigatório e que são básicos para a prevenção não podem ter esse formato. Isso é mexer no pouco que ainda temos e expor vidas e organizações a sérios problemas.

Cosmo Palasio –  Consultor e palestrante especialista em Segurança no Trabalho

Extraído do site http://ogerente.com.br

EU ESTOU FARTO!!

Acabei de ler uma asquerosa crítica à Senadora Marina Silva. Faltam dados, falta seriedade, falta responsabilidade!
A crítica foi publicada num site que se propõe ser arauto de mídia séria! Mas, de fato, é porta-voz do que era chamado, no tempo em que as ideologias estavam na pauta, de extrema direita.
Parece que ainda há quem tenha saudade do tempo em que se torturava a quem quisesse, quando quisesse.
Gente para quem a palavra democracia não significa nada.

Recentemente, um artigo publicado nessa mídia me citou, acusando-me de esquerdista, pró-aborto e de pró-gayzismo. E já fui questionado quanto a isto.

Não sou pró-aborto, mas, também, não sou a favor desse estado de coisas, onde a mulher é usada e abusada, onde a orientação sexual não chega aos pobres, onde o Estado se omite e faz vistas grossas ao estado de violência a qual o jovem e, principalmente, a moça está submetida, pela alienação das drogas e dos bailes funks, que sustentam o machismo que faz da mulher o mais abjeto objeto. E não sou contra a mulher vítima de estupro, e cuja gravidez lhe seja fatal, ser assistida na interrupção de sua gravidez.

Não sou pró-gayzismo, seja lá o que isso signifique, mas sou a favor dos direitos civis. Sou contra a tentativa do movimento gay de reescrever a Bíblia, mas, também, sou contra privar os homossexuais do usufruto do património de construção conjunta. Sou contra o impedimento de ajudar a um homossexual que o queira deixar de ser, como sou contra a hostilização de um ser humano porque ele ter se declarado homossexual.

A palavra esquerdista não faz mais sentido, nos dias correntes. Eu sou progressista! Sou a favor da reforma agrária, do acesso universal à educação, à moradia, à saúde, ao transporte urbano, à alimentação adequada. Sou a favor da distribuição de renda, da erradicação da pobreza, da sustentação do meioambiente e da democracia.
Sabe de uma coisa? Eu não sei quanto a você, mas eu estou farto dessa gente que se acha dona da verdade, e que, em nome do que acham ser a verdade, vivem a matar pessoas.

Farto dessa gente que se apossou de Deus, como se Deus fosse um objeto que se possa ter e manipular.
Essa gente que não considera como semelhante quem não concorda com eles!
Recentemente, também, uma série de e-mails anônimos foram disparados me caluniando, tentando me vender como um pecador dissimulado, para dizer o mínimo.

Estou farto desses covardes, sem caráter que, por detrás do anonimato, vivem a tentar destruir a vida dos outros.
Estou farto dos que dão ouvidos a eles, fazendo valer a calúnia e a difamação.
Estou farto dessa gente que anima suas rodas de amigos falando mal dos outros, zombando da desgraça alheia.
Farto dessa gente que vê fantasma em todo o lugar, que está sempre procurando alguém para atacar e para destruir.
Estou farto dessa gente que não sabe o que é debate intelectual, que toma tudo como pessoal, porque se vê como a medida para a verdade.

Farto dessa gente que em vez de pregar o Evangelho, fica checando se os outros o estão.
Checando se o outro crê “certo”.

Estou tão farto disto, tanto quanto, dos que estão invocando Deus para obter dinheiro para os seus negócios, travestidos de ministérios,de igreja ou de denominação.

Dos que lutam pelo poder denominacional, transformando o Odre em algo mais importante do que o Vinho.
Também, me fartei dessa gente que quer destruir tudo, confundindo a igreja local com a deturpação da denominação, confundindo o povo com os seus maus líderes e que se tornam líderes tão maus quanto os que condenaram, e que saem pelo mundo atacando os pastores e as estruturas com a mesma fúria dos que as estão usando para benefício próprio.

Estou farto desses apóstolos que venderam que tinham de ser apóstolos para derrubar as potestades nas cidades, as mesmas que foram destronadas na Cruz de Cristo!

Estou farto dos que não usam o título de apóstolos, mas agem do mesmo jeito!

Estou farto dos liberais, que rasgam a Bíblia e saem a zombar de quem crê.

Estou farto desses ecuménicos que dizem celebrar a fé, de modo indistinto, mas não conseguem estender a mão para o irmão pentecostal.

Mas jamais me fartarei da Igreja: A Igreja é a comunidade da fé! É a nossa casa! A Igreja é lugar de perdão e de reconciliação.
O que é oferecido a todos nós, inclusive para os que agem como se não o precisassem, é a oportunidade de se arrepender.
A fé cristã não prega a impecabilidade, prega o arrependimento! A fé cristã prega que o amor é demonstrado no perdão e no serviço! A gente deve continuar a lutar pela Igreja! Continuar a lutar pelo resgate da humanidade, e de toda a criação de Deus. Nosso problema não está no termos pastores ou presbíteros, mas em sermos todos apascentadores. Nosso problema não está em darmos dízimos e ofertas, mas em como ofertamos, e como usamos as nossas ofertas e dízimos.

A Igreja somos nós, e o único Ungido é Cristo Jesus. Todo poder: seja religioso ou econômico ou de qualquer natureza, tem de ser controlado pela totalidade do povo.

Se você está farto como eu, não saia da Igreja, Igreja é invenção de Jesus. “Jesus disse que onde 2 ou 3 estiverem reunidos em seu nome, ele lá estaria.” (Mt 18.20). Jesus seria a 4ª pessoa naquela reunião. Jesus seria a visita especial. Ali Ele segredaria o que não pode dizer pessoalmente. Paulo disse que só com os demais irmãos é possível conhecer o amor de Cristo, em toda a sua dimensão. (Ef 3.18). Alguns têm entendido que essa reunião é o fim de toda a formalização, a comprovação de que nunca precisamos de formalização alguma.

Mas, o que é reunir-se em torno de Jesus?

Jesus instituiu como reunião em torno dele a reunião em torno da ceia do Senhor.
Jesus disse que toda a vez que comêssemos do pão e bebêssemos do vinho, o anunciaríamos, até que ele volte. (1 Co 11.26). É em torno da ceia do Senhor que nos reunimos em nome do Senhor.
Isso é formalização: tem hora, tem maneira e tem lugar. E é seríssima, pois Paulo disse que, dependendo da forma como participamos da ceia, podemos sofrer consequências, inclusive morrer mais cedo. Logo, também tem liturgia. (1 Co 11.27-30). Então, reunir-se em nome de Jesus é reunir-se em torno da ceia.
Lá anunciamos o perdão com o que somos perdoados e com que perdoamos.

Lá anunciamos a ressurreição, o poder pelo qual vivemos.

Lá o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Lá é a reunião da Igreja!

Todas as reuniões só serão da igreja se o forem em torno da mesa, mesmo que a mesa não seja arrumada para aquele dia.

A mesa da ceia é a mesa da comunhão. Lá nasceu a Igreja e lá ela é mantida.

Texto escrito pelo Rev. Ariovaldo Ramos em http://logoarinoblog.blogspot.com/2010/01/eu-estou-farto.html

Determinação: A Arte de Continuar

A caminho de teus objetivos, não retroceda.   Na maioria das vezes retrocedemos não pela impossibilidade de superar os desafios, mas sim pela quantidade de trabalho, comprometimento e dedicação exigidos para a realização de tal objetivo. Com freqüência refiro-me ao fracasso, não como o insucesso numa empreitada, mas sim a desistência de continuar no caminho ou a total ausência de aprendizagem com a situação que aconteceu. Não aprender nada com a situação que passamos, isso sim considero fracasso. Eisntein já afirmava que a mente exposta a uma nova idéia jamais será a mesma, isso também se refere às mais diversas experiências que passamos em nossa vida. Muitas vezes algumas pessoas nos dizem que o preço pago pela lição aprendida foi muito alto. Isso eu não discuto. Pior que pagar um alto preço, é não  aprender nada.

Sendo assim, mantenha o foco naquilo que você deseja realizar, intensifique as energias e perceba como raramente os obstáculos resistem a ações intensas e bem planejadas.

Não desista da batalha! Não estacione à margem do caminho lamentando os seus possíveis infortúnios.  Problemas são comuns a todos os seres humanos, a diferença é que alguns acreditam em soluções e outros acreditam na dificuldade dos problemas, é apenas uma questão de escolha. Fazer parte do problema ou da solução é uma escolha sua.

Algumas pessoas para amenizar a pressão se distraem em excesso olhando a paisagem, o que resulta na perda de foco. Mais proveitoso costuma ser o desfrutar do caminho como um todo. Na subida da montanha, na travessia do rio, na chuva que molha o caminho, mas também renova a vida e germina a planta, curta o caminho independente de como ele esteja e provavelmente será mais produtivo e mais realizador. Sabendo que em qualquer caminho e em algum momento existem pedras e espinhos, se prepare para o desafio e supere as dificuldades.

Existirão às vezes  companheiros ao seu lado na sua jornada, e cada um tem um mundo de emoções diferentes. Aprenda a respeitar a diversidade e aprimorar os relacionamentos humanos. A jornada costuma ser mais prazerosa quando não estamos sozinhos. Você  pode criar o hábito de ouvir o que interessa sem permitir que alguém o desmotive ou desestimule.

Lembre-se que Sófocles definiu humildade como estar disposto a receber, independente do quanto se tenha, do quanto se sabe ou de quem você seja. Podemos pensar então em aceitar a ajuda ou o apoio de quem se dispuser a contribuir conosco. Aceite as mãos estendidas em sua direção, afinal não são muitas e nem sempre constantes.

Nesse caminho de realização você pode escolher contribuir ou receber. Tenha em sua mente que os grandes prêmios e as grandes realizações são comuns às pessoas que escolheram dar mais de si, contribuir e superar.

Um gesto de solidariedade durante a jornada ajuda a quem pratica e a quem recebe. As últimas pesquisas indicam que é mais saudável dar que receber. Essa atitude de contribuir está evidente mesmo num simples gesto como um sorriso. Algo assim pode criar uma ponte sobre o abismo. Então assim o destino desejado estará mais perto.

Siga seu caminho, acredite, construa, compartilhe e concretize.  Caminhe adiante um pouco mais e construa a tua historia.

Dr. Jô Furlan

Palestrante, Escritor e Especialista em Auto-Desenvolvimento

Extraído do site http://www.ogerente.com.br

Trabalhando sob pressão

trabalho pressao“Mas então, me diga, você é capaz de trabalhar sob pressão?”. Esta é uma pergunta que muitos selecionadores fazem durante os processos seletivos atuais. Isto ocorre porque hoje as ferramentas de comunicação se tornaram mais velozes que a capacidade de ação das pessoas.

Antigamente era correio, fax, e mesmo quando já tínhamos email, o sujeito só abria a caixa de entrada em horas especificas do dia. Hoje não, com os smartphones e net books da vida o individuo resolve meia dúzia de informações enquanto mastiga um pedaço de batata no almoço.

Ser produtivo hoje significa gerenciar uma quantidade enorme de informações e tomar atitudes em tempo real sobre muitos acontecimentos. Veja que na verdade, quando te perguntam se você consegue trabalhar sobre pressão , o que estão te perguntando é:__ Você e capaz de trabalhar de maneira muito organizada e veloz sem perder a cabeça e comprometer a qualidade?

Conseguir fazer isto não é nenhuma mágica, e por incrível que pareça tem mais a ver com calma e ponderação do que com pressa e stress. Existe uma teoria que afirma que não ficamos estressados exatamente pelo “quanto” de trabalho temos a fazer, e sim pela maneira como olhamos esta quantidade e como reagimos a ela.

Já vi muita gente se desesperar com x, y e z para fazer, enquanto outros resolviam o alfabeto inteiro mantendo um excelente nível de serenidade. Não só por que se organizavam melhor, faziam anotações e acompanhavam o progresso de cada atividade. Mas porque mantinham a calma. Pois é, parece uma sugestão esdrúxula, de tão obvia, mas acredite, muita gente se esquece completamente disso.

Se organizar bem não é somente a “causa” de um bom trabalho. É também a conseqüência de se conseguir manter a calma e serenidade diante de uma pilha confusa e enorme de tarefas importantes e urgentes. Muitas e muitas vezes é sua reação emocional aos problemas que vai definir se você conseguirá ou não resolvê-los de forma organizada, clara e veloz. Se você se deixar levar pelo desespero, o coração dispara, as pernas tremem, as costas gelam e sua visão fica turva. Impossível ter método assim!

Manter a calma, respirar e começar aos poucos a destrinchar o enorme emaranhado de tarefas correlacionadas e “emperradas” é a melhor forma de aliar velocidade à qualidade. Ser eficaz em resolver um problema requer muitas vezes a capacidade de analisar calma e lentamente pequenas partes dele, para então agir de forma certeira.

E claro, se estiver participando de um processo seletivo e for surpreendido com a pergunta do início deste texto, respire e responda calma e serenamente a verdade. Nem preciso dizer que a verdade precisa ser: “Sim, eu sou!”

(Postado em 25/08/09 por Bruno Soalheiro no site http://ogerente.com/carreiraesucesso/category/competitividade/)

Tudo é tão difícil…

tudo dificilCertamente em algum momento de sua vida você já fez comentários semelhantes a este. Em seu ponto de vista você não é reconhecido pelo que faz? Não recebe quanto merece? Não é lembrado na hora das promoções? Não possui os mesmos benefícios que alguns amigos? Trabalha mais que todo mundo e acaba tendo que fazer o que ninguém quer?

Se não é reconhecido pelo que faz, você pode não estar sabendo mostrar suas qualidades da maneira correta e demonstra simplesmente ser um funcionário realizando alguma tarefa específica que cabe exclusivamente a você.

Se julgar que não recebe o quanto acredita merecer, pode estar supervalorizando um salário inexistente no mercado ou confundindo suas despesas com o valor que você realmente merece para trabalhar em determinada atividade. E se seu colega faz o mesmo que você e recebe mais, tenha certeza de uma coisa: tudo tem uma razão. Ele se diferenciou em algum momento ou na pior das hipóteses fez um marketing pessoal melhor que o seu e soube valorizar as habilidades e competências que desenvolveu.

Seu nome não estava na lista dos promovidos? Mais um sinal de que alguma coisa não está ocorrendo corretamente com suas atitudes. Com certeza não há uma conspiração cósmica atuando contra você.

Quem não é visto não é lembrado. Se você não realiza algo novo, não se sobressai e não produz resultados diferenciados corre um grande risco de não apenas ser excluído da lista dos promovidos, mas estar incluído na relação dos demitidos. Realizar o que deve ser feito qualquer um pode fazer, não é? E você se identifica como qualquer um?

Você sempre trabalha mais que todos? Faz dezenas de horas extras a mais que outros durante a semana? Talvez falte foco. Se todos terminam suas atividades e honram seus compromissos, pode ser que não trabalhem a menos e sim sejam mais organizados. Sabem exatamente o que e como precisam realizar suas atividades. De quanto tempo necessitam, organizam-se criando rotinas para acessar a internet, e-mails, ler jornais e revistas, hora do almoço e lanche, etc.

Organize-se. Defina prioridades. Mantenha o foco em suas metas e atividades mais relevantes. Com algumas rotinas pré-estabelecidas você poderá otimizar o tempo, aumentar a produtividade e conseguirá se dedicar a outros projetos.

figura2.php Wagner Campos, especialista em Marketing, Consultor e Palestrante.

Artigo publicado no site http://www.ogerente.com.br em 30/09/2008

Fé demais cheira bem ?

Vice José de Alencar

Se há algo que mexe com o ser humano, injetando uma carga inconcebível de energia para vencer desafios, é a fé,  essa pequena palavrinha, mas de um poder maior que muitos megatons de um artefato nuclear. Temos lido, ouvido e visto a batalha travada pela vida de nosso vice-presidente José Alencar, e o que me faz admirador desse Senhor é que nunca o vemos triste, cabisbaixo, dando-se por vencido em sua batalha particular, que hoje certamente tem em muitos brasileiros um exemplo de que não se deve desisitir nunca. Como ele citou, nas páginas amarelas da revista Veja, edição 2129: “…Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso… Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem (citando os profissionais de saúde que cuidam dele) . Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor… Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.”

Como diz o palestrante e consultor Tom Coelho em seu artigo “A Fragilidade da Vida” (www.ogerente.com.br) – Podemos sobreviver 50 dias sem comer, 100 horas sem beber água, 15 minutos sem respirar, mas nem um único segundo sem fé. A certeza de que faremos mais do que o possível, a segurança de que buscaremos todos os meios e recursos necessários, a esperança de que o bem vencerá o mal. E a confiança de que, no fim, tudo dará certo.” Sua definição se aproxima do conceito de fé que encontramos na Bíblia: Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.”(Hebreus 11:1).

Faço minhas as palavras que o Prof. Menegatti, renomado conferencista, escreveu no mesmo site citado acima: “As pessoas que não tem fé quase sempre guardam mágoas, ressentimentos, rancor e amargura em relação aos outros e raramente, ou nunca, tem paz de espírito. A solução para essa situação é o perdão. É um grande auxiliador para as pessoas espirituais, pois sempre estaremos nos relacionando com pessoas imperfeitas, assim como nós. Você já parou para pensar por tantas coisas que você tem a agradecer? Deus criou a terra, o mar, o céu para que possamos usufruir de todas as maravilhas. Tudo Ele fez para nos agradar. Se você não pode expressar gratidão todos os dias, então pense em alguma coisa que você não tem e agradeça por não ter. Por exemplo, uma doença incurável, estar desempregado. Sempre que passo por uma pessoa que cata papelão, lata, vidro nas ruas agradeço a Deus por ter o conforto de uma casa, ter um bom carro, por poder comer o que tenho vontade, por poder escolher o que vestir.

Deus me fez um homem abençoado e grato, muito grato por tudo.”

7 de Setembro – Há motivos para celebrar ?

bandeira_brasilNessa data o país comemora 187 anos da proclamação da sua “independência” que marcou o fim do domínio português e a conquista de sua “autonomia política”. Entretanto, o que não se divulga de forma tão efusiva quanto o famoso grito às margens do riacho do Ipiranga, é que o Brasil teve que pagar 2 milhões de libras esterlinas a Portugal (tentei converter a valores atuais, mas desisti ao encontrar o pequeno número de 10.075.561.044.855.200.000% de inflação acumulada de 1829 até 2003), para que a independência de sua ex-colônia pudesse ser reconhecida. Para tanto foi necessário recorrer a um empréstimo na Inglaterra, visto que as reservas cambiais estavam no fundo do poço, por conta da “limpeza do fundo do tacho” realizada por D. João VI, quando de seu retorno a Portugal, deixando nos cofres da nação míseros 20 contos de réis.

Como se vê, a mamada nas tetas já ocorre há muito tempo. Talvez esses gestos históricos sirvam de exemplo e estímulo aos nossos atuais políticos, tão empenhados no progresso financeiro da família brasileira (obviamente de seus familiares!).

Declarou-se a independência do domínio português, mas o povo continuou dependente da classe dominadora. Por alguns anos o império ainda permaneceu, sendo substituído pelo governo republicano, que prevalece até aos dias atuais.

Na célebre frase promulgada por D. Pedro I nesse dia 7 de Setembro há muitos anos, “Independência ou Morte”, plantava-se a semente para um país justo, sem discriminações, sem defesas de interesses pessoais e sim com a busca da defesa dos interesses comuns; se plantava a fé no futuro, a esperança da liberdade e igualdade.

Enfim, hoje, passados tantos anos, a utopia da frase promulgada se faz presente, ainda estamos na amargura da Independência com morte – nos becos, nas favelas, nas avenidas de nossas cidades.

Que nós, brasileiros que não desistimos nunca, possamos transformar esse grito de uma pessoa em um grito de toda uma nação e mudá-lo para “Independência ou Vida”, mudando nossa história e transformando os próximos anos nos melhores anos de nossas vidas, pois assim as próximas gerações terão dias melhores ainda, livres, especiais, assim como hoje o é, o primeiro de muitos dias independentes e viventes.

O pobre e sua ovelhinha

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Certa feita havia dois homens – um extremamente rico, com um rebanho extenso de animais grandes e pequenos; o outro, muito pobre, nada mais tinha senão uma ovelha, uma pequena ovelha, que ele com muito sacrifício havia conseguido comprar. Por ser algo de muito valor para o pobre, ele a tratava com todo o carinho, tal como uma filha. Certo dia chega um visitante na casa do homem rico e ele ao invés de utilizar um de seus animais para servir de alimento para o visitante, toma aquela pequena ovelha do pobre e a sacrifica, para mostrar ao amigo visitante a sua “hospitalidade”.

Essa estória, que a você certamente causa certa indignação, também causou semelhante revolta ao Rei Davi, aquele que na sua juventude havia derrotado um gigante ao atirar uma pedra com uma funda em sua cabeça. Embora a mesma fosse utilizada para incriminar o próprio Rei, ela também se repete nos dias atuais. Vivemos momentos de extrema indignação em que alguns por se julgarem melhores do que outros, principalmente pelo fato de possuírem grandes patrimônios, de terem “bons relacionamentos”, se acham no direito de quererem pisar o próximo, de tentar humilhar com mentiras, de agirem com atitudes perniciosas, utilizando-se para isso das mais variadas formas de engazopar.

Há uma frase do grande jurista Rui Barbosa, que reflete bem o nosso sentimento em relação a esse tipo de atitude. Disse ele: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

A justiça, muitas vezes criticada, às vezes lenta, é verdade, mas é a principal arma, ou escudo, que a sociedade pode e deve usar contra esse tipo de pessoas. Como cidadãos devemos buscar os nossos direitos, nem que para isso tenhamos que esperar uma longa jornada. Outra maneira de combatermos essa vergonha descabida é utilizarmos uma arma extremamente eficaz – o voto. Precisamos ter consciência, sabedoria e firmeza ao escolhermos aqueles que terão nas mãos a oportunidade de transformar a situação em que vivemos, para melhor, é claro. Se desejamos um futuro melhor para nossos herdeiros, precisamos desde já agir com firmeza de caráter, com afinco e dedicação, pois só assim conseguiremos sobrepujar essa casta nefasta que só nos causa sofrimento.

12 de Agosto de 2009 – 150 anos de IPB

IPB_SESQ_selo_CMYK12 de agosto de 1859, manhã de sexta-feira: um jovem missionário, de 26 anos, chegava a um país grandioso, imperial, reinado por dom Pedro II.

“É um lugar lindo, o mais singular e radiante que jamais vi (…) estou pronto para desembarcar”, relatou Ashbel Green Simonton em seu diário.

Ordenado pastor há poucos meses, o caçula dos 11 filhos de William e Martha Simonton chegou à capital do império, na época o Rio de Janeiro, vindo de Baltimore, Estados Unidos. Foram quase dois meses de viagem até o início da realização do seu plano de servir a Deus em solo brasileiro.

O belo Brasil, descrito por Simonton, possuía seu lado obscuro. Naquele ano, homens, mulheres e crianças de pele negra ainda eram obrigados a trabalhar para grandes senhores. O país atravessava uma crise em relação à saúde pública. Doenças como tuberculose (considerada o mal do século 19) e febre amarela causavam transtornos e sérias preocupações, mesmo após a superação de uma epidemia de cólera.

Porém, alguns fatores contribuíram, de certa maneira, para a chegada de Simonton ao Brasil, como o processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro e o anseio por reformas mais profundas na sociedade, fruto dos ideais iluministas da época. Sabe-se que muitos protestantes já haviam pisado em solo brasileiro, contudo, as tentativas foram fracassadas, já que a coroa portuguesa não via com bons olhos a presença de protestantes em sua maior colônia católica.

Em 1859 Simonton encontrou uma terra que já desfrutava de certa liberdade religiosa e aceitava a presença de protestantes em seu solo. À entrada do Rio de Janeiro pôde avistar o Pão de Açúcar e o Corcovado. “Sentiria dificuldade em descrever a emoção que tomou conta de mim ao ver aqueles picos altaneiros dos quais tenho ouvi do falar e lido tantas vezes, os quais me dizem que a viagem terminou e cheguei ao meu novo lar e campo de trabalho”, resumiu o pastor.

Em seu diário, o missionário mal conseguiu descrever suas sensações perante o desejo de desembarcar no Rio de Janeiro. Estava feliz e, ao mesmo tempo, sentia temor perante o tamanho de sua responsabilidade. Apesar de não falar o idioma português, o pastor logo iniciou seus trabalhos e fez seus primeiros contatos com estrangeiros.

Pouco depois de organizar a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (12/01/1862), o jovem missionário seguiu em viagem de férias para os Estados Unidos, vindo a casar-se com Helen Murdoch, em Baltimore. Regressaram ao Brasil em julho de 1863. No final de junho do ano seguinte, Helen faleceu nove dias após o nascimento da sua filhinha, que recebeu o seu nome. Helen Murdoch Simonton, a filha única do Rev. Simonton, nunca se casou e faleceu aos 88 anos no dia 7 de janeiro de 1952.

No final de 1867, sentindo-se adoentado, o missionário pioneiro seguiu para São Paulo, onde sua irmã e seu cunhado criavam a pequena Helen. Seu estado de saúde agravou-se e ele veio a falecer no dia 9 de dezembro, acometido de “febre biliosa”, conforme consta do seu registro de sepultamento. Seu túmulo foi um dos primeiros do ainda recente Cemitério dos Protestantes, no bairro da Consolação. Anos depois, foram sepultados perto dele os ossos do ex-sacerdote Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro pastor evangélico brasileiro. Simonton e Conceição, um americano e um brasileiro, foram os personagens mais notáveis dos primórdios do presbiterianismo no Brasil.

No túmulo de Simonton está escrito o texto de I Cor. 15:58: “O seu trabalho não foi vão no Senhor”.

Até a data de seu falecimento, em 1867, o missionário presenciou fatos importantes da época, tais como o lançamento do primeiro periódico protestante do Brasil – a Imprensa Evangélica, a organização do Presbitério do Rio de Janeiro, e a criação de um seminário teológico.

De 12 de agosto de 1859 a 12 de agosto de 2009, muito se pode dizer a respeito da Igreja Presbiteriana do Brasil – IPB. A instituição se expandiu, cresceu e consolidou suas bases no Brasil. Hoje traz à memória sua trajetória de vida e reflete a respeito do tamanho da responsabilidade de expandir o reino de Deus pela propagação do evangelho – a mesma descrita por Simonton há 150 anos – e dar continuidade à missão traçada por seus pioneiros.

Fonte: http://www.ipb.org.br

20 anos sem o Rei do baião

luiz_gonzagaNo dia 2 de agosto de 1989, há 20 anos, partia Luiz Gonzaga. Ele foi certamente um dos maiores divulgadores da autêntica música nordestina, sem os apelos sexuais e de cacofonia hoje utilizados. Suas músicas, algumas tristes como Assum-preto (1950) , Triste partida (1964, do poeta patativa do Assaré) e  A morte do Vaqueiro (1963) retratam o sofrimento.  Asa Branca (1947) foi talvez a mais tocada, e ainda hoje retrata a vida de sofrimento do sertanejo. De sua biografia podemos destacar o seguinte:

No dia 13 de Dezembro de 1912, uma sexta-feira, nasce, na fazenda Caiçara, terras do barão de Exu, o segundo de nove filhos do casal Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, que na pia batismal da matriz de Exu recebe o nome de Luiz (por ser o dia de Santa Luzia) Gonzaga (por sugestão do vigário) Nascimento (por ter nascido em dezembro, também mês de nascimento de Jesus Cristo.   Luiz Gonzaga, com apenas 8 (oito) anos de idade substitui um sanfoneiro em festa tradicional na fazenda Caiçara, no Araripe, Exu, a pedido de amigos do pai; canta e toca a noite inteira e, pela primeira vez, recebe o que hoje se chamaria cachê; o dinheiro – 20$000 – “amolece” o espírito da mãe, que não o queria sanfoneiro. A partir daí, os convites para animar festas – ou sambas, como se dizia na época -, tornam-se freqüentes. Antes mesmo de completar 16 anos, “Luiz de Januário”, “Lula”ou Luiz Gonzaga já é nome conhecido no Araripe e em toda a redondeza, como Canoa Brava, Viração, Bodocó e Rancharia. Em 1945 consegue  então o que desejava. Grava seu primeiro disco tocando e cantando, a mazurca Dansa Mariquinha, parceria com Miguel Lima, primeira gravação  com o dito e chama a atenção pelo timbre de voz e desenvoltura no cantar. Querendo dar um rumo mais nordestino para suas composições, Gonzagão procura o maestro e compositor Lauro Maia, para que este coloque letras em suas melodias. Maia porém apresenta-lhe o cunhado, o advogado cearense Humberto Cavalcanti Teixeira, com quem Luiz Gonzaga viria a compor vários clássicos. Os instrumentos usados originariamente ( viola, botijão, pandeiro e rabeca ) foram substituídos por acordeão, triângulo e zabumba. No dia 22 de setembro, nasce de uma relação com a cantora Odaléia Guedes dos Santos o Seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Em 1981 visita o então Presidente da República Aureliano Chaves, pedindo-lhe que intervenha em Exu, devido às rixas entre as famílias Saraiva, Alencar e Sampaio, fato que acontece poucos dias depois terminando com uma rivalidade que já durava alguma décadas. O último show realizado por Luiz Gonzaga foi no dia 06 de junho de 1989 no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Recife, onde recebeu homenagens de vários artistas do país. Antes de finalizar o show, o Rei do Baião proferiu estas palavras: “ Boa Noite minha gente! (…) “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão; que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor. (…)Quero ser lembrado como o sanfoneiro que cantou muito o seu povo, que foi honesto, que criou filhos, que amou a vida, deixando um exemplo de trabalho, de paz e amor. Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão; que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor. Gostaria que lembrassem que sou filho de Januário e dona Santana. Gostaria que lembrassem muito de mim; que esse sanfoneiro amou muito seu povo, o Sertão. Decantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes. Decantou os valentes, os covardes e também o amor. (…) Muito obrigado.”

De osteoporose, Luiz Gonzaga morreu no dia 02 de Agosto de 1989, às 05.15hs, no Hospital Santa Joana, no Recife.