Acabo de assistir à primeira partida da seleção brasileira de futebol na copa do mundo de 2010. Sufoco para alguns, decepção para outros, a verdade é que em se tratando de futebol cada brasileiro se julga um treinador. E uma vitória simples, com uma diferença de apenas um gol contra uma equipe sem expressão nos leva ao julgamento de que o treinador é um cabeça-dura. Afinal de contas, se somos penta-campeões não podemos admitir um resultado como esse!

Essa atitude me leva a fazer algumas considerações:

1)    Se somos tão criteriosos no nosso padrão de exigibilidade, por que não adotamos o mesmo procedimento na escolha daqueles que nos representam nas esferas políticas? Por que trocamos nossos votos por promessas de emprego, cestas básicas, camisetas e outras quinquilharias que nada agregarão de valor a tão importante ato de cidadania? Por que ouvimos dos comentaristas das rádios e TVs críticas tão acirradas a um trabalho sério e objetivo da comissão técnica, e não vemos semelhantes atitudes em relação a tantos desmandos em nossa nação?

2)    Nossa exigência exprime-se por conta de nossa cidadania ou pela aplicação da famosa “Lei de Gerson” em que o importante é levar vantagem? Aliás só há dois momentos na vida do povo brasileiro em que nos “orgulhamos” em empenhar nossa bandeira nacional: Copa do Mundo e Independência do Brasil. O nosso sentimento de “sou brasileiro e não desisto nunca” é apenas reativo, em vez de pró-ativo. Recordo-me do período em que residi nos EUA e me encantei com a maneira pela qual o povo americano exerce sua cidadania, o orgulho que têm em exibir a “American Flag” (bandeira americana), na frente das casas, nos carros, nas empresas. Nos jogos, o respeito no momento da execução do hino nacional era algo impressionante. Deveríamos pensar a respeito disso.

Creio que esse momento de “Rumo ao Hexa” deveria servir também para uma profunda reflexão de nosso padrão de comportamento. Como tem sido as nossas atitudes em busca de uma nação mais cidadã, onde os ricos se tornam cada vez mais ricos em detrimento dos mais necessitados, as leis só valem para os poderosos e aquinhoados financeiramente de maneira duvidosa?

Orgulhemo-nos de nosso time canarinho, de nossa bandeira, nosso hino nacional, bem como de nossas atitudes como cidadãos brasileiros.

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